segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Como eu fiz poesia

Não me lembro do meu passado
Nem me quero lembrar
O futuro tão esperado
Esse parece nunca chegar

Raios partam a poesia
Rimar por rimar
O que eu mesmo sinto, eu até dizia
Mas ia deixar de rimar

Então tentar rimar os sentimentos
Se juntar esta dor
Aos meus pensamentos
E ao amor

Tenho o principio da rima?
Mas para continuar
A rimar
Tenho de introduzir uma lima?

Se for acida como aquilo que sinto
Pode ficar na poesia que pinto
Pinto não, não estou a pintar mas a escrever
É a magia de dizer

Dizer que posso escrever magia
Posso mesmo alegrar a noite
Ou entristecer o dia

Posso escrever o que eu vejo
Posso retratar a realidade
Posso inventar o sonho do beijo
Posso escrever que não mais existe saudade

Mas se tudo o escrever é mentira
É pura crueldade
Iludir a verdade
Com sentimentos que já antes sentira

E mais uma vez me lembro do passado!

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